segunda-feira

LISBOA/PORTUGAL

Portugal foi o último país que decidimos conhecer durante a nossa viagem de 31 dias pela Europa e tivemos uma grata surpresa, pois adoramos!!!!!!!! Vamos contar nesta postagem o que fizemos por lá.
Foto Panorâmica de Lisboa.
Saímos de Londres com destino à Lisboa, onde fomos recebidos muito bem pela imigração portuguesa. No aeroporto mesmo, pegamos o Aerobus (ônibus que faze bate-volta do aeroporto ao Centro de Lisboa, pois é rápido e muito mais barato que taxi). Para quem quiser economizar, esse sistema vale muito à pena.
Descemos na Praça Marquês de Pombal, uma das praças mais famosas de Lisboa, bem pertinho do nosso hotel (SANA REX LISBOA - Rua Castilho, 169, em frente ao Parque Eduardo VII).
Parque Eduardo VII em Lisboa.
Parque Eduardo VII em frente ao hotel.
O hotel era muito melhor do que o que ficamos em Londres (última cidade visitada antes de Lisboa). Bastante confortável e muito bem localizado. Depois de uma breve caminhada pelas redondezas, almoçamos em um restaurante pequeno e aconchegante perto do hotel, onde finalmente achamos comida de verdade (estávamos há quase um mês sem comer feijão com arroz)!!!! Carne, arroz, feijão, salada e batatas fritas. 
Eu, o barquinho e o Rio Tejo.
Depois do almoço, caminhamos até o calçadão da Rua do Comércio, que ficava a uns dois quilômetros de distância do hotel, para dar umas voltas e conhecer um pouco da cidade. Compramos uma câmera fotográfica, pois a nossa tinha se quebrado em Londres. Achamos os preços das coisas em geral bem convidativos, mesmo pagando em euros. Dentre as capitais europeias que conhecemos Lisboa foi a mais barata.
Calçadão em Lisboa.
Passeamos bastante pelos calçadões de Lisboa até quase ao anoitecer. Passamos em um supermercado, compramos lanches, queijos e vinho para tomarmos na varanda do hotel, que ficava bem em frente ao Parque Eduardo VII e tinha uma vista muito bonita da cidade.
Varanda do Hotel.
No dia seguinte, logo pela manhã, saímos com o city tour que contratamos durante nosso passeio pelo calçadão na tarde anterior, para conhecer várias cidadezinhas no interior de Portugal, dentre elas o Santuário de Nossa Senhora de Fátima. Começamos pela charmosa cidade de Óbidos. Percorremos uma hora de viagem até chegar a esta vila medieval rodeada por uma muralha gigantesca.
 Castelo de Óbidos - Hoje em dia é um hotel elegantíssimo.
Muralha que protegia toda a vila medieval de Óbidos.
Demos um passeio a pé e tiramos várias fotos maravilhosas. Experimentamos a famosa GIJINHA, bebida alcoólica típica do local, que é servida em uma xícara feita de chocolate. Achamos a bebida muito forte, mas bem gostosa!! 

Gijinha na xícara de chocolate. Forte, mas gostosa!!!
Óbidos e suas ruas medievais, de pedra.
Saímos de lá às 11h em direção à cidade de Alcobaça, conhecida pelos túmulos de Dom Pedro I de Portugal e de Dona Inês de Castro, sua esposa. Esse D. Pedro I não é o nosso, é do século XIV e a Inês é responsável pela famosa expressão "agora, a Inês é morta" (usada quando queremos dizer que não adianta mais), pois a mesma teria sido coroada rainha de Portugal postumamente.
 A igreja de Santa Maria de Alcobaça, onde estão seus túmulos é muito simples, estilo gótico, sem adornos ou pinturas internos. Dessa cidade, só valia a pena conhecer essa igreja.

Igreja Santa Maria de Alcobaça.
Seguimos viagem até Nazaré, cidade praiana onde as pessoas secam peixe ao sol e as mulheres mais velhas vestem saias conhecidas como 7 capas, que representam sete dias na semana ou as sete cores do arco iris.
Cidadezinha de Nazaré e o Oceano Atlântico.
Almoçamos nessa cidade. Um restaurante lindo, de frente para o mar, onde sentamos com um grupo de várias nacionalidades. Bom para treinar o Inglês!! Tinham dois escoceses, um inglês, uma americana, nós dois e uma japonesa. Comemos um peixe delicioso e bebemos um bom vinho branco. 
Nazaré - foto tirada da sacada do restaurante. vista linda!!
Depois do almoço, saímos para a cidade de Batalha, conhecida por um mosteiro construído no ano de 136 em homenagem a uma batalha que Portugal venceu contra não lembro quem. Engraçado, eles matavam na guerra e construíam igrejas. Que paradoxo!!!!! A igreja chama-se Santa Maria da Batalha. 
Mosteiro da Batalha.
Seguimos então para a cidade mais importante de nosso roteiro: FÁTIMA!!!!!! Nunca pensamos que em nossas vidas poderíamos pisar nossos pés lá. Agradecemos a Deus por esse dia. Chegamos lá por volta das 16h e conhecemos logo a capelinha onde Nossa Senhora de Fátima apareceu aos três pastores: Jacinta, Lúcia e Francisco. Francisco e Jacinta eram irmãos e morreram jovens devido à gripe espanhola, e Lúcia, que era prima deles, faleceu há alguns anos atrás. Igreja de Nossa Senhora de Fátima em Portugal.
Dentro da igreja de N. Sra. do Rosário, onde os três pastores estão enterrados.
Foram seis aparições no total, uma a cada mês, e a primeira delas foi em 13 de maio de 1917. Fiquei realmente emocionada. Conhecemos além da Capela de N. Sra. de Fátima, a Igreja de N. Sra. do Rosário, onde Jacinta e Lúcia estão enterradas à esquerda e Francisco à direita. Conhecemos também a igreja moderna que acomoda 8.680 fiéis sentados, com um cristo estilizado, muito esquisito. Não gostamos dessa igreja, não combina com o local. Na verdade, parece mais com um templo da Igreja Universal do Reino de Deus. Depois de Fátima, voltamos para Lisboa. Estávamos muito cansados e resolvemos jantar no hotel. Dia maravilhoso!!!!! Museu dos Coches no Bairro de Belém - Lisboa.
No dia seguinte acordamos cedo, mas estava chovendo muito, então não tivemos pressa de sair do hotel. Tomamos café com calma e saímos às 10h de ônibus pela cidade. No ônibus, passamos pelo Rossio, Rua do Comércio, Praça Marquês de Pombal até chegar ao Mosteiro dos Jerônimos no Bairro de Belém. Decidimos não entrar no mosteiro, então seguimos direto e fomos conhecer o famoso museu dos Coches.
Várias carruagens - Museu dos Coches.
 Adoramos tê-lo conhecido, pois dentre todos os museus que visitamos, nunca havíamos visto um só para CARRUAGENS. Daí vem o nome cocheiro - pessoa que guia os choches (carruagens). Havia roupas reais, materiais de montarias reais, quadros, carruagens de todos os tipo e tamanhos.
O legal é que tudo está catalogado, o visitante fica sabendo o ano em que foi construída, quem usou a carruagem ou as roupas e os lugares onde andou, etc. Aprendemos muito com o que vimos lá. Vale muito à pena!
Museu dos Coches no Bairro de Belém.
Lanchamos em um McDonald's para ganhar tempo e decidimos conhecer o monumento ao Descobrimento. Esse monumento é o símbolo de Portugal, assim como o cristo redentor é para nós, brasileiros.
Monumento ao Descobrimento.
Esse monumento fica bem na margem do rio Tejo e era exatamente de lá que saíam as expedições rumo ao Novo Continente.

Detalhes do Monumento ao Descobrimento.
Saímos a pé em direção a outro famoso monumento: a Torre de Belém, uma espécie de Forte que era usada para vigilância, possuía um paiol e servia de prisão de políticos e filósofos da época em que foi construída. Estava cheia de canhões.
Torre de Belém.

Torre de Belém por dentro.
Subimos até a torre e tivemos uma vista linda do Rio Tejo e da cidade. Gostamos bastante termos ido lá.

Paisagem linda!
Fomos conhecer a fábrica mais tradicional de pastéis de Belém de Lisboa. Tinha uma fila gigantesca de turistas de todas as partes do mundo e pessoas de lá mesmo. Essa fábrica data de 1837 e só três pessoas sabem as receitas dos pastéis. Meu marido ficou doido!!! Comeu quatro de uma só vez!!! E ainda levamos outros embalados para comer no hotel.
Devorando um pastel de Belém.
Pegamos o ônibus de volta e descemos na frente do hotel. Achamos uma quitanda com pessoas bem legais próxima ao hotel, onde compramos queijos, pão, fiambre, pêras, água e vinho e tivemos que voltar logo ao hotel, pois a chuva estava bem forte. Infelizmente não saímos mais.
Praça Marquês de Pombal.
No dia seguinte, por sorte, não estava chovendo. Saímos a pé para o comércio. Chegamos até o Bairro Alto através de um bondinho que pegamos e fomos ver a cidade de cima, no Mirante São Pedro de Alcântara.
Bondinho.
Estava frio, mas tinha sol. Demos um tempo lá na Cidade Alta admirando a vista e descemos para a praça do comércio. Andamos bastante pelos calçadões, compramos casacos, lembrancinhas, e fomos ao Armazém do Chiado para conhecê-lo.

Passeando pela cidade.
Almoçamos no Armazém do Chiado e comemos feijão com arroz na Europa pela segunda vez!
Depois do almoço, resolvemos comer pastéis de nata em uma das diversas pastelarias do Centro (pastel de Belém é só no bairro de Belém. Fora dele, se chama pastel de nata) e depois, sentamos em um dos bares que colocam suas mesas na calçada e pedimos um vinho alentejano maravilhoso com azeitonas e queijos para acompanhar. Tarde maravilhosa!!!!!!! Voltamos felizes para o hotel.
No último dia de nossa estada em Lisboa, saímos a pé pelo parque Eduardo VII. Passeamos até o horário de fazer o check out do hotel e pedimos para que guardassem nossas malas enquanto almoçávamos. Almoçamos tranquilamente antes de ir para o aeroporto. Comemos muito bem, pois o tempero português é bem parecido ao nosso.
Parque Eduardo VII.
 Voltamos ao hotel, pegamos nossas malas e esperamos o taxi que nos levaria ao aeroporto para voltarmos para as terras tupiniquins. Adoramos o pouco que conhecemos de Portugal. Eles nos admiram, nos respeitam e conhecem muitas coisas sobre nós: nossa política, nossa economia, cantam as nossas músicas, assistem as nossas novelas, etc. Nos sentimos em casa!!!! Desejamos voltar em breve...

Veja também as postagens:
LONDRES NO INVERNO
LONDRES NO VERÃO

18 comentários:

  1. Caramba!!!!!!!! 28 dias sem comer feijão com arroz!!!!! Eu não aguentaria. kkkkkkkk. No Habib's tem partel de Belém também, é o mesmo sabor do original?
    Beijosssss

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  2. kkkk,eu não sabia que iria sentir tanta falta dessa combinação!!!! Comemos praticamente massas, batata e pão. rsrsrs
    O pastel de belém do Habbib's não chega nem aos pés!!!! A massa do original é bem crocante, parecida com massa folhada. nham nham nham...Uma delicia, mas também deve ter muiiiiiiiitas calorias. kkk
    Beijos

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  3. Quando a gente pensava no feijão com arroz dava muita água na boca. No dia a dia, a gente acha essa combinação muito sem graça, mas quando não tem, a coisa fica feia!!! he he he
    Gostei muito de Lisboa, o povo de lá parece bastante com o povo brasileiro, muito alegre. Descobrimos que o Euro lá não é tão forte e o país vive meio que à margem dos países da Europa. Conversamos com várias pessoas que confirmaram isso. O que é uma pena.
    No mais, adorei ter conhecido.

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  4. Mariana Coimbra15:02

    Tenho familiares em Portugal e toda vez que viajo para lá volto renovada. Adoro aquela terra do além Tejo. Só não me mudo para lá porque tenho emprego público aqui no Basil e já passei da fase de arriscar.
    Adorei o9 relato!!!!!!

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  5. Anônimo09:11

    Estive em Lisboa uma vez e fui muito mal tratado. Na verdade, me senti discriminado por ser negro. Eles desconfiaram de mim por algum motivo que só eles sabem, me levaram para uma sala, onde fiquei por muito tempo esperando. Como mostrei todos os documentos e para onde iria (seguiria para a Espanha 4 dias depois), eles me liberaram, mas sem antes, checarem todas as informações que eu dei.
    Me senti ultrajado, perdi até a vontade de gastar meu dinheiro em Portugal.
    Ainda bem que com vocês foi diferente.

    Abçs ao casal!!!!!

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  6. Que perrengue!!!!!!!!! Eu tive sorte então, pois também sou negro. Eles nos trataram muito bem na imigração, não tenho o que reclamar. Foi tudo tão rápido!!
    Mas, infelizmente essas coisas marcam. Se foi racismo o que você passou, é lamentável.

    Um grande abraço.

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  7. Anônimo15:16

    Gostaria muito de viajar para o exterior, mas só em saber que não há alimentação adequada aos nossos padrões, desisto!! Sou vegetariano, então a coisa complica.
    Mas, gostei muito do relato de vocês, talvez Portugal dá para eu conhecer. kkkkkkkkk

    Um gde abço.

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  8. Pelo visto vcs não viram nada importante em Nazare! Pensei de passar por Batalha e Nazaré na minha próxima viagem, depois que lí seus comentários, acho melhor desistir.

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  9. Oi Ftima.
    Realmente, o passeio foi bastante corrido, mas era a forma mais viável para conhecermos algumas cidades portuguesas. Batalha e Nazaré são absolutamente dispensáveis. Recomendo conhecer Óbidos (cidadezinha linda!!!!) e Fátima. Essas sim, valem a pena.

    Um grande abraço.

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  10. Anônimo22:55

    Nao sei se vc pode me ajudar, mas vou viajar em maio 1º para Ilha da Madeira e de la pego aviao ate o Porto e pretendo vir descendo até chegar em Lisboa. Sei que tem um trem que vai ate Coimbra, mas para as cidades de Batalha, Alcobaça e Obidos creio que deve ser de onibus. Será?
    Sandra

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  11. Sandra,
    você está certa. O trajeto entre Óbidos, Alcobaça e Batalha é feito de ônibus mesmo. Não são muito longe umas das outras.
    Abraços.

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  12. Adorei a postagem de vocês. Esse blog serve para ajudar a mtas pessoas.
    Valeu pela dedicação!!!!!!!!!!!!!!

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    1. A propósito, o relato da República Tcheca está fantástico!!!!!

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  13. Pois é, Viajando, o nosso objetivo é esse. Gostamos de ajudar as pessoas, afinal hoje em dia, ninguém sai de casa sem informações do local que vai visitar. Temos recebido visitas do Brasil inteiro e de países que nem imáginávamos, tipo Rússia, Japão, Austrália, Lituânia e Estados Unidos, Angola, Itália, Espanha, Chile, etc.
    Estamos muito felizes com os resultados.
    Um abraço e obrigado pelo incentivo.

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  14. Anônimo19:36

    Oi, que saudades me deu de Portugal. Agora em junho/julho passei 35 dias maravilhosos lá. Que país adorável! Vontade de voltar... Parabéns pelo blog, adorei.

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    1. Ficamos felizes por você ter curtido sua viagem à Portugal e nosso blog!!!!!!

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  15. "Sentada admirando o Rio Tejo, de onde saíram nossos descobridores" Esta é uma frase que vocês utilizam no seu blog, é uma pena que os brasileiros digam que os portugueses forma seus descobridores!!! Brasil já existia como o continente americano todo!! Os portugueses chegaram lá só para matar indigenas e roubar as suas riquezas. "Nossos descobridores"???!! É como aceitar o genocidio que os espanhois fizeram com os nossos indios. no resto da América.
    Mais um detalhe! A Rua do Comercio não existe em Lisboa, é a Avenida da Liberdade que vai desde Marquês de Pombal até Restauradores, segue a Baixa e depois está a Praça do Comercio com a vista ao Rio Tejo.

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  16. Paloma, respeitamos seu ponto de vista.
    Obrigada pela correção. Usamos "rua do comércio" porque essa informação foi nos dada em Lisboa. Talvez seja o nome popular.
    Abraços

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