sexta-feira

PUCÓN NO CHILE

Quando decidimos viajar para o Chile pela segunda vez, não queríamos fazer o mesmo roteiro que tínhamos feito quatro anos antes, quando visitamos além de Santiago, Viña del Mar e Valparaíso. Dessa vez queríamos experimentar algo novo, então decidimos subir um vulcão em Pucón. Deu tudo certo!!!! Esperamos que gostem deste post.
Pucón é uma das cidades chilenas mais famosas entre os aventureiros que gostam de frio, neve, montanhas, vulcões e atividades ao ar livre. Localizada na região dos Lagos da Patagônia chilena, é uma cidadezinha encantadora e muito atrativa pelas diversas opções de atividades radicais.

Ao lado do vulcão Villarrica, que ainda está em atividade (teve sua última erupção em marco de 2015), a cidade de Pucón apaixona à primeira vista.
Como chegamos: da rodoviária Santiago saímos no ônibus da Turbus às 21:45 (há ônibus regulares durante todo o dia, mas viajar à noite é melhor porque além de economizar pernoite em hotel, se ganha tempo de viagem). Os ônibus são bastante confortáveis, principalmente os que possuem assentos cama e semi-cama. Chegamos na cidade às 7:30 aproximadamente e pudemos avistar pela primeira vez a magnitude do Villarica, que estava soltando fumaça. Fazia muito frio e a cidade estava deserta.
 De taxi, facilmente chegamos ao HOSTAL VICTOR, onde iríamos passar quatro noites maravilhosas. O dono, muito atencioso nos acolheu muito bem, mesmo tendo chegado muito antes da hora.
Como a cidade em si é pequena, dá para conhecê-la toda a pé, e foi o que fizemos. Com um mapa na mão, fomos caminhando em direção ao lago Villarrica. A paisagem não poderia ser mais linda: o lago, a vegetação cheia de flores e o vulcão, que mais parecia tirado de um filme. Lindo!!!!!!!

O Centro de Pucón é encantador.
As agências de turismo da cidade oferecem uma gama de passeios e atividades ao ar livre, e por isso, recomendamos que o visitante faça uma pesquisa em pelo menos três delas, pois pode haver variação de preço. Ah, fique de olho na meteorologia também, pois nos Andes, o clima pode mudar a qualquer hora.
Os passeios mais comuns são: 
- subida ao Vulcão Villarrica (se não tiver em risco de erupção) - um trekking bem intenso de dia todo.
- subida ao vulcão Quetrupillán (se o Villarrica estiver interditado) - um trekking bem intenso com nove horas de caminhada (21km aproximadamente).
- Passeio de meio dia para a Cachoeira Ojos del Caburga.
- Passeio de meio dia para as "afueras" da cidade (city tour) com pontos mais interessantes.
- Termas Menetué
- Termas Geométricas
- Termas Los Pozones
- Aulas de esqui
- Aulas de kaiaking em vários rios da região
- Passeio de barco ou catamarã pelo lago Villarica, dentre outros. Podemos afirmar seguramente que não vão faltar opções de atividades ao ar livre. 
Resolvemos fazer o trekking no Vulcão Quetrupillán no dia seguinte à nossa chegada, pois a meteorologia (consultada diversas vezes por dia por causa da variação climática dos Andes) mostrava que o tempo iria mudar nos outros dias e queríamos ver a paisagem "despejada", como dizem os chilenos, ou seja, céu de brigadeiro. Fechamos com a agência Aguaventura.
Com o trekking agendado para o dia seguinte e provas de roupa, botas e equipamentos feitas na agência, resolvemos nos poupar e ficamos passeando pela cidade, sem pressa. Fizemos piquenique no lago Villarrica, visitamos lojinhas de artesanato, tomamos café nas cafeterias da O'Higgings (avenida principal da cidade) e voltamos para o lago para namorar e curtir o pôr-do-sol.

Pôr-do-sol e a imponência do Villarrica.
No dia seguinte, às 7h já estávamos na agência para vestir as roupas e pegar os equipamentos para o trekking. Saímos numa van com 12 pessoas e três guias. Viajamos durante uns 40 minutos e chegamos na fazenda que dá acesso ao Quetrupillán. Estávamos todos ansiosos!
 
Há algumas coisas para se levar em consideração quem vai fazer o trekking:
1 - Não é fácil, as agências querendo faturar, escondem do turista que a subida, tanto no vulcão Villarrica quanto no vulcão Quetrupillán, é uma tarefa árdua. Não é para sedentários!!
2 - A mochila com os equipamentos (picareta, grampos, casacos, capacete, etc) pesa entre 17 e 20 quilos.
3 - No Quetrupillán o trekking dura 9 horas e se caminha praticamente meia maratona na neve fofa.
4 - No Villarrica, se caminha menos, mas a subida é muito mais íngreme e a altitude é maior.
5 - Se você não acompanhar o grupo, eles não diminuem a marcha, você vai ficar para trás mesmo, geralmente com um guia aprendiz.
6 - Não podem faltar óculos de sol, protetor solar, pelo menos dois litros de água por pessoa e lanches. Isso é da sua responsabilidade.
7- São poucas paradas para descanso durante a subida e descida.

No início tudo é maravilhoso, mas depois de horas caminhando na neve fofa, no frio, enfrentando altitude, cansaço e dor, a coisa muda de figura. Definitivamente, não é para sedentários, nem mesmo para aqueles que fazem caminhadas regulares. Nós conseguimos à duras penas, mesmo tendo um bom preparo físico.
A saída do trekking é de uma fazenda. Depois de tudo preparado e equipamentos conferidos pelos guias, inicia-se a marcha por um bosque muito bonito.
A paisagem é deslumbrante durante toda a caminhada, mas infelizmente, quase não paramos para fotografar, pois não queríamos perder o ritmo do grupo. Mas mesmo assim, as fotos que tiramos foram sensacionais.


Foi a primeira vez que fizemos um trekking na neve e principalmente subindo um vulcão. Tivemos muita sorte na escolha do dia, que estava espetacular. No dia seguinte, já estava tudo nublado. O clima muda diversas vezes no mesmo dia nos Andes. Como dizem os locais: "el clima es impredecible".
O que vimos lá em cima.


A experiência foi fascinante, mas muito cansativa. No dia seguinte à subida, resolvemos relaxar na praia do lago  durante toda a manhã e pela tarde, fomos fazer o city tour pelas "afueras" da cidade.
Meu amiguinho passou o dia com a gente.
Playa Grande.

Às 15h estávamos em frente à agencia (Agência Informaciones Turísticas na O'Higgings) para fazer o city tour que terminava nas Termas Menetué, pois precisávamos relaxar os músculos doloridos do trekking.

Capela a céu aberto no cemitério de Pucón.

O City tour começa pelo cemitério (por causa da vista panorâmica da cidade); seguimos para o rio Trancura; depois para a Cachoeira Ojos del Caburgua e Laguna Azul; Lago Caburgua e por fim, as Termas Menetué.


Cachoeira Ojos del Caburgua.

Lago Caburgua.
Depois do lago Caburgua, fomos relaxar nas águas mornas das Termas Menetué, um spa muito bonito.

Águas termais.


No dia seguinte, a pedida foi esquiar! Contratamos na agência que fizemos o city tour no dia anterior e foi bem legal. Saímos pela manhã para a estação de esqui do Parque Villarrica. 
Aula de esqui.
Depois de uma hora de aula, já dava para arriscar ir mais longe. Enquanto isso, Rose aproveitava para brincar na neve e fazer "esquibunda", outra opção para quem não quer fazer aula de esqui.
 Descendo de esquibunda.
Bonequinho esquisito!
Estação de esqui no Parque Villarrica.

Gostamos muito dessa experiência na neve, valeu muito à pena.  
 Terminamos o dia em grande estilo, esperando o pôr-do-sol no lago Villarrica. Muito bonito!!
 O último dia foi de compras. O artesanato em geral é um pouco mais caro que em Santiago, mas há coisas muito bonitas em madeira, que só achamos em Pucón.
Essa cidadezinha nos encantou verdadeiramente, pois é organizada e muito bonita. Vive à sombra de um vulcão imponente ainda em atividade e o seu povo não o teme, o respeita. Foi uma estada mágica, de contos de fada...

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