terça-feira

RUTA DE LA MUERTE/ DEATH ROAD/ESTRADA DA MORTE NA BOLÍVIA.

Se você é daqueles que adora o perigo, adrenalina na veia e emoções intensas, LA RUTA DE LA MUERTE vai te atrair como mosca em pão doce, pois é considerada a estrada mais perigosa do mundo, e um dos principais atrativos para os aventureiros que chegam à La Paz na Bolívia.
Nosso vídeo. Veja também!!!!!
La Cumbre - 4.700 metros de altitude.
A Estrada da Morte começa à 4.700 metros de altitude em La Cumbre, termina em Yolosa à 62 quilômetros de distância do ponto de partida e possui muitas curvas, penhascos vertiginosos, quedas d'água, riachos e paisagens deslumbrantes!!!!! 
Testando o equipamento.
Mas não se engane, para fazê-la, o turista tem que assinar um termo de responsabilidade com vários itens que, resumidos, SIGNIFICAM QUE SE VOCÊ SE FERRAR, A CULPA É SUA. As agências que fazem o roteiro NÃO se responsabilizam por você em caso de acidentes. Até ambulância, se você precisar, tem que pagar 500 dólares. Ou seja, só se aventure se você tiver pelo menos um bom controle da bicicleta, pois em muitos pontos, chega-se a atingir a velocidade de 60 quilômetros por hora.
Assim que se chega no local da partida, os instrutores nos dão os equipamentos (capacete, luvas, cotoveleiras, joelheiras, jaleco e calça impermeáveis e a bicicleta) e também nos dão explicações básicas de como manejar a bike, e nesse momento são feitos os primeiros ajustes. 
Primeira parada do Downhill - vista magnífica da Cordilheira Real.
Recomendamos que escolham as bicicletas com freio hidráulico (são um pouco mais caras), porque os freios são acionados praticamente o tempo todo. Os freios mecânicos cansam demais os braços (escolhemos esse tipo de freio e nos arrependemos).
Parte da Cordilheira Real.
 Depois de umas pedaladas ainda em terreno seguro, a "festa" começa!! O primeiro trecho é de asfalto, onde o ciclista começa a sentir os primeiros sintomas da adrenalina. As bicicletas podem atingir até 60 quilômetros por hora nesta primeira etapa da descida!!!!! Vá com calma, não seja afoito e aproveite para testar os freios, as marchas e a altura do celim.
O percurso é longo, portanto são feitas algumas paradas estratégicas para bebermos água (dependendo da agência entre 10 e 12 paradas). Os lanches (sanduíches, frutas, chocolates, refrigerantes e água) são servidos na última parada feita no trecho asfaltado, antes de pegarmos a van novamente para nos levar até o trecho do downhill em que é de piçarra. 
Pausa para o lanche.
Seja cauteloso, não se arrisque e NUNCA aperte somente um dos freios. Sempre os dois juntos, para diminuir o risco de capotamento da bicicleta. Vimos um acidente horrível enquanto descíamos o trecho asfaltado, algo que deixou o grupo bastante assustado. 
Segundo trecho do downhill - estrada de piçarra e cheia de cascalhos.
Depois do lanche, seguimos de van para o segundo trecho do downhill, que é todo de piçarra e cascalhos. Os guias nos dão novas instruções, calibram novamente os pneus e checam os freios. A parte mais arriscada começa nessa hora, sempre morre muita gente nesta estrada. 
Parte da estrada.
Curvas acentuadas e precipícios.
É muito arriscado, mas vale muito à pena. O downhill dura aproximadamente 5 horas e nesta parte da estrada, todo cuidado é pouco, pois há muitas pedras soltas e a bicicleta pode derrapar caindo direto no precipício. 

Adrenalina pura.
A agência também é uma escolha importante. Desconfie das agências muito baratas, essas podem não fazer a manutenção adequada das bikes, e o barato pode sair muito caro. Nós escolhemos a agência NO FEAR ADVENTURES e gostamos muito. Três guias nos acompanharam, as bikes e os capacetes eram novos e a van que nos acompanhou também.
Perto do precipício!!!!
As instruções eram feitas em espanhol e inglês. O pessoal da agência ainda fazia vídeos e tirava fotos incríveis do grupo. NO FEAR ADVENTURES - Calle Santa Cruz, 242 dentro do Blanquita Hostel. No final do passeio, eles nos dão um DVD com nossas fotos e uma camisa bem legal. Recomendamos!!!!!!
As agências recomendam que os aventureiros levem consigo: óculos de sol, protetor solar, repelente, um casaco impermeável, uma muda de roupa incluídos os sapatos, sabonete, toalha e cópia da identidade ou passaporte. Durante o percurso, há riachos e cachoeiras e a gente acaba se molhando.
Os guias nos orientam a descer sempre do lado esquerdo (bem mais perto dos precipícios), tipo mão inglesa, pois assim, dá para ver  se algum carro se aproxima. Se isso acontece, o ciclista deve descer imediatamente da bike e se colocar do lado esquerdo da via para poder dar passagem. Há partes em que a largura é de aproximadamente 3 metros!!!!!!
Esteja preparado para a variação de temperatura. No início do percurso, faz bastante frio e à medida em que vamos baixando e nos aproximando à floresta subtropical, o clima vai mudando, vai fazendo calor.
Foto "oficial" do downhill. Todos querem tirar foto neste local!
Saltando é mais excitante!!!! Dá frio na barriga.
Adrenalina pura!!!!!!!!
Quanto mais a gente desce a montanha, o clima fica mais úmido e mais quente e começa a fazer aquele calorão. Há várias quedas d'água e vegetação de clima tropical. A gente respira melhor, pois em La Paz o ar é muito seco. 
Pausa para descanso e fotos.
As cruzes simbolizam as mortes que aconteceram na estrada. Há várias delas.
Durante todo o trajeto há muitas cruzes, símbolo das dezenas de mortes que ocorrem ali anualmente. Infelizmente é muita gente.
Em outubro de 2012 houve um acidente em que morreram 7 pessoas ao mesmo tempo; em 2013 uma van caiu no precipício matando 18 pessoas; fora os acidentes avulsos, que não entram nas estatísticas.
Mais cruzes em outro ponto do trajeto.
 Em 1995 foi declarada a estrada mais perigosa do mundo pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). A gente ficou se perguntando o porquê da omissão boliviana diante tantas mortes e a nossa teimosia em querer percorrê-la (risos). 
Pausa para descanso. Última parada.
Última foto do grupo junto antes de chegar em Yolosa.
Última parada do percurso.
Neste local foi feita a última parada do percurso e depois disso fizemos mais meia hora de descida até o povoado Yolosa, onde demos um tempo tomando uma cerveja bem gelada para que os guias lavassem as bicicletas e as colocassem de volta em cima da van.
Com lama até nos cabelos!!! Banho antes do almoço.
De Yolosa, seguimos para uma casa deliciosa no meio de uma reserva florestal onde a gente toma banho, almoça tipo self service (comida simples: arroz, batata frita, frango cozido e salada) e descansa antes de voltar para La Paz. Há um rio e uma piscina, onde se pode relaxar também. Passe muito repelente, pois os mosquitos não te deixam em paz, mas faz parte!!!
Depois do almoço, a van volta para La Paz, mas antes, paramos em uma espécie de mirante, onde pudemos vislumbrar a magnitude de La Ruta de la Muerte. Ao todo são 62 quilômetros de pura adrenalina, as horas passam voando, assim como as bicicletas, e a gente nem sente o tempo passar, tamanha excitação e atenção na estrada.
Magnitude de La Ruta de la Muerte - 62 quilômetros de bicicleta!
Depois da parada no mirante para fotos, seguimos pelas sinuosas estradas bolivianas e chegamos sãos e salvos em La Paz por volta das 21h, cansados, mas muito felizes e realizados!!!!!! Por mais que a gente tente explicar, nada vai chegar nem perto da emoção que vivemos lá! 
Vá conhecer, viva essa aventura inesquecível também, você não vai se arrepender. A vida é curtíssima!!!!!!!
Um grande abraço de Rose Vital e Adilson Menezes.

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8 comentários:

  1. Show de bola, casal!!!!! Fico me perguntando como é que vocês descobrem esses lugares fantásticos!!!!!! Parabéns pela postagem e o vídeo está massa!!!!

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    1. Valeu Nestor. Estamos trabalhando na postagem do Salar de Uyuni, que também foi uma aventura e tanto.
      Como eu e Rose costumávamos dizer, aventura cheia de SOFRIMENTO E CONTEMPLAÇÃO. Mas faríamos tudo outra vez!!!!! kkkkkkkkk

      Abração

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  2. Anônimo10:46

    Jorge Fraga

    Esse tou pode ser feito por alguém mais velho? Viajarei em setembro com meu pai e gostaria de fazer esse pesseio com ele.

    Abraços

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    1. Oi Jorge,

      Não sei se é indicado para alguém mais velho, mas vai depender da condição física e da experiência em bike do seu coroa. Vimos um acidente justamente com uma pessoa na terceira idade, fato que deixou a gente bastante apreensivo. Sei lá, é uma decisão pessoal.

      Abraços

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    2. Professor, quanto tempo. Que vidão, hein? Kkkk Gostei muito do lugar, pena não ter a mesma coragem de vocês. Coloquem o Cairo na rota de viajem rs'. Conhecer aquelas pirâmides deve ser sensacional. Enfim, parabéns pelo blog!

      Abraços.

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    3. Anderson, sugestão anotada!!!!! rsrsrsrsrs
      Obrigada pela visita ao nosso Blog!

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  3. sabrina santos16:30

    Uma aventura e tanto!!!! Parabéns pela coragem e pelo relato. Gostei muito do blog.

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  4. quanto foi o custo do passeio?

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