sexta-feira

CIDADE DO MÉXICO




Quando decidimos conhecer a Cidade do México, queríamos desmistificar a ideia passada pelos norte-americanos, principalmente em seus filmes, de que no país inteiro só há pobreza, tráfico de drogas e gente querendo atravessar ilegalmente para os EUA. Claro que isso existe, mas não é bem assim. Voltamos surpreendidos com seu desenvolvimento! Conhecê-la foi uma grata surpresa!!!!!!
Viajar nos dá a oportunidade de ver as coisas de perto, desmistificar estereótipos, aprender com as diferenças e conhecer a cultura local do país que visitamos. Decidimos chegar na cidade na semana em que se comemora o famoso DIA DOS MORTOS (no Brasil é o dia de finados e para nós um dia de tristeza). Para eles é praticamente uma semana inteira de festa, pois eles têm uma relação totalmente diferente com a ideia da morte e além disso, com a proximidade do Haloween, a festa ganha ares de carnaval, pois as pessoas se fantasiam e saem pelas ruas. Muito interessante.
Achamos a cidade organizada e limpa!
Nossa curiosidade era tão grande que assim que fizemos o check in no hotel, saímos perambulando pela cidade ainda sem saber para onde iríamos. Nos deixamos levar e saímos caminhando pela avenida principal da Cidade do México: Passeo la Reforma e nos surpreendemos a cada passo.
Monumento a Cristóvão Colombo.
Essa avenida cruza toda a cidade e nela há vários monumentos, jardins muito bem cuidados e edifícios modernos, além de um tráfego intenso e meio caótico.
Uma metrópole com prédios interessantes.
Conversando com as pessoas pelas ruas, nos orientaram a conhecer o Monumento a la Revolução, que além de um mirante, possui um museu bastante interessante e fica numa praça gigantesca com um chafariz que faz coreografias lindas.
Monumento a La Revolución
Na verdade, este foi o local que mais gostamos de conhecer na cidade, e como estava perto de nosso hotel (HOTEL EL EJECUTIVO BY REFORMA), voltamos várias vezes, pois na Plaza de la Revolução há o costume das pessoas fazerem piqueniques, andarem de patins e skates, além de tomar banho no chafariz. Alí nos sentíamos mais próximos da cultura local.
Vista panorâmica do Monumento.
Vale muito à pena subir até o mirador do monumento, pois dá para se ter ideia do tamanho da capital, mas não espere ver as montanhas e nem o azul do céu, pois como a cidade é muito poluída, há sempre o que os mexicanos chamam de SMOG, que é uma névoa densa de poluição que encobre as montanhas e os prédios mais altos.
Comida típica mexicana.
 Depois de conhecer o monumento, resolvemos voltar para o hotel e almoçar no restaurante do mesmo, que servia almoço executivo com três pratos a preços módicos, tinha um ambiente delicioso e alem disso, precisávamos descansar um pouco depois da viagem longa que fizemos. Depois de um bom cochilo, fomos ver o monumento a la Revolución iluminado. Lindo.
Monumento a la Revolución iluminado à noite. 
 No dia seguinte, já com o mapa na mão, decidimos ir caminhando até o Palácio de Bellas Artes. Somos daqueles que acreditam que para se conhecer bem uma cidade, a melhor maneira é caminhando e parando nos lugares que nos chamam a atenção, e assim fizemos, fomos parando em vários locais muito bonitos.
Avenida Juarez.
Plaza Juarez e Alameda Central.
No caminho para o Palácio de Bellas de Artes, nos deparamos com um praça linda (mais parecia um parque pela sua extensão), muito bem cuidada. Esta praça (Plaza Juarez) vai dar na lateral do Palácio e vale muito à pena dar uma boa caminhada por lá.


Alameda Central.
Memorial da Tolerância. 
Depois de uma breve caminhada pela Plaza Juarez, enfim chegamos ao Palácio de Bellas Artes, considerado o principal teatro da Cidade do México, um edifício belíssimo todo em mármore carrara, inaugurado em 1934. 
O imponente Palácio de Belas Artes.

Majestoso e imponenente!
Atualmente, o teatro é utilizado em apresentações de música clássica, ópera e danças. Em 1954, em seu interior foi realizado o funeral da pintora Frida Kahlo, uma das mais importantes artistas plásticas mexicanas, mundialmente conhecida.
Casa dos Azulejos.
Depois do teatro, seguimos caminhando pelo centro histórico. Fomos conhecer a Casa dos Azulejos, um edifício singular, todo revestido de azulejos vindos da cidade mexicana de Puebla. Nele funciona uma confeitaria muito conceituada por vender doces típicos (como os crânios de açúcar muito comuns na época do dia dos mortos), uma loja de bonecas, restaurantes, etc. Enfim, é um centro comercial muito bonito.
Em frente à casa dos azulejos estava tendo uma exposição muito interessante sobre os rituais do dia dos mortos, não resistimos e fomos conhecê-la.

Oferendas dedicadas aos defuntos, que segundo a crença, voltam no Dia dos Mortos para celebrar com seus familiares. São oferecidos de tudo um pouco: flores, frutas, grãos, doces, legumes, bebidas, etc.
Festividade indígena dedicada aos mortos - obra do patrimônio oral e imaterial da humanidade, dada a importância da data. 
 Catedral Metropolitana.
Depois da exposição dos mortos, seguimos pela Avenida Juarez (nesta parte se transforma um calçadão) até chegarmos na praça mais importante da cidade, a Plaza de la Constitución ou Zócalo. É o lugar das fotos dos cartões postais. Lá se encontram os prédios públicos do governo, a Catedral Metropolitana e a bandeira gigante no meio da praça.
A imponência da Catedral Metropolitana.
A Catedral Metropolitana foi construída sobre os escombros de um Templo Asteca em 1656. Na época da conquista, para mostrar seu poder, os espanhóis tinham por hábito construir igrejas ou sobre ou ao lado de templos pertencentes ao povo dominado. Vimos isso em vários países da América do Sul que visitamos.
Detalhes da Catedral Metropolitana por dentro, toda dourada com imagens e pinturas belíssimas.
Passeando pelo Zócalo, ficamos sabendo que o Palácio Nacional, sede do governo executivo do México estava aberto para visitação, então decidimos não perder a oportunidade de conhecê-lo por dentro, principalmente porque ficamos sabendo que há afrescos de Diego Rivera expostos lá. 
Fachada do Palácio Nacional.
Área central do Palácio.
Depois de passarmos pelo detector de metais, ficamos livres para conhecer as dependências e o jardim do Palácio. Dentro, há serviço de guiamento, mas não é gratuito. Há também uma livraria muito interessante que vende títulos relacionados com a história do edifício e do México.
Afresco de Diego Rivera sobre o cotidiano asteca.

Afrescos de Diego Rivera na escadaria do Palácio Nacional.
 Sala de reuniões.
Jardim na parte de trás do Palácio, muito bem cuidado.
Enfim, vale muito à pena dar uma conferida no Palácio Nacional, principalmente porque é de graça!!
Saindo dos jardins do Palácio, voltamos para o calçadão da Avenida Juarez procurando as Ruínas do Templo Maior, que ficam bem próximas ao Zócalo. O Templo Maior foi uma das principais edificações astecas em Tenochtitlan, atual Cidade do México.
Há um museu no Templo Maior e se pode caminhar dentro do local onde se encontram as ruínas, mas decidimos não entrar. Tiramos algumas fotos da parte de fora e saímos para almoçar. 
Nosso almoço no Restaurante Wings (há vários deles pela cidade). Vale muito pelo preço e qualidade.
Depois do almoço, voltamos caminhando para a Plaza de la Revolución, pois estava tendo um festival  muito interessante sobre as festividades do dia dos mortos.
Plaza de la Revolução ao fundo.
Catrina vestida de noiva. 
A Catrina é um esqueleto muito simpático de uma dama da alta sociedade, que geralmente aparece de chapéu ou com roupas sofisticadas e é uma visão bem humorada da morte. Há delas por todos os lugares e as pessoas costumam pintar seus rostos ou usar chapéus para imitá-la. Muito legal.
 Oferenda para os mortos. Os crânios são feitos de açúcar.
Oferenda típica para agradar os mortos.
A praça estava cheia de jovens, que assim como nós, estavam esperando os shows começarem. Resolvemos fazer como os locais, forramos minha canga no chão e sentamos para esperar e observar a movimentação da galera.
Ficamos lá até a noite, quando assistimos a um curta metragem em 3D sobre um poema que a morte escreveu esperando o espírito de Frida Kahlo. Um dos poemas mais bonitos que já vi.
Curta em 3D "Cartas da Morte à Frida Kahlo".
Depois do cineminha, voltamos para o hotel, pois no dia seguinte iríamos bem cedinho para as ruínas de TEOTIHUACÁN. Decidimos escrever nossa experiência em Teotihuacán em outra postagem. 
Parque Capultepec.
Um dia depois de conhecermos as ruínas de Teotihuacán, acordamos bem cedinho e fomos visitar o Parque Chapultepec e o Castelo que há dentro deste. Decidimos ir de metrô e achamos muito fácil chegar até lá, fácil mesmo. Recomendamos que quem for não gaste dinheiro com taxi, pois o metrô é rápido, prático e eficiente.
Parque Chapultepec.
O parque já estava bastante movimentado quando chegamos, pois as pessoas vão fazer atividades físicas, e como era um dia de sábado bem ensolarado, muita gente foi passar o dia e fazer piquenique lá.
Meu marido comendo Chapulín colorado (grilo apimentado).
Chapulin Colorado. Ele provou, eu achei asqueroso!

No parque há várias barraquinhas de artesanato, roupas, comidas típicas, máscaras de lutadores e muitas coisas bastante curiosas. Uma em particular nos chamou a atenção porque além de vários produtos, vendia grilos comestíveis apimentados, muito apreciados pelos mexicanos como tira-gosto. Se chama chapulín colorado. Achei asqueroso!
Lagos do Parque Chapuletepec.

Barraquinhas de artesanato - se vende de tudo!!
Máscara de Huracán Ramirez.
Não pude resistir à tirar uma foto e escolhi a máscara do lendário lutador de "lucha libre" Huracán Hernandes, que faleceu em 2006 e que ainda é ídolo dos aficionados da luta livre mexicana.
Castelo Chapultepec.
O Castelo Chapultepec é um palácio que fica no alto de uma colina bem no centro do bosque onde se encontra o parque. Ele foi morada do vice-rei Bernardo de Galvez (quando o México ainda era chamado de Vice Reino da Nova Espanha) e anos depois pelo novo imperador, Maximiliano I do México. Passou a ser museu em 1944.
Carruagem real.
Dependências do Castelo-palácio.

Área externa do Castelo.
Sala de Jantar do Imperador Maximiliano.

Os jardins internos são belíssimos.
Achamos muito válida a visita ao Castelo, pois pudemos conhecer um pouco da história do México e além disso, os jardins em si já valem a visita!
Detalhe do Ángel de la Independencia.
Saindo do Parque Chapultepec, na avenida Paseo la Reforma, encontramos um dos monumentos mais importantes da cidade: o Ángel de la Independencia, que foi erguido para celebrar o centenário da guerra da Independência mexicana em 1910. No mausoléu na base do monumento estão enterrados restos mortais do 14 heróis dessa guerra histórica.
Monumento erguido para comemorar os 100 anos da independência mexicana.
Saindo do Ángel de la Independencia, resolvemos almoçar na Zona Rosa. Depois do almoço, pegamos o metrô para o Zócalo, pois queríamos celebrar o dia dos mortos e a festa iria acontecer lá. Quando chegamos a praça já estava lotada!!!

Dia dos Mortos no México é dia de festa!
Ficamos no Zócalo com a multidão esperando os shows começarem, pois os mexicanos levam a sério as festividades do dia dos mortos. A cada hora que passava ia chegando mais gente, muitas pessoas com fantasias muito bem elaboradas. Nem mesmo o frio desanimava a galera!
Uma das muitas Catrinas e eu.
Aproveitamos nosso último dia na cidade ao máximo, pois no dia seguinte iríamos para Cancún. Nos misturamos com a multidão, tiramos fotos com as pessoas fantasiadas, aproveitamos as apresentações musicais, comemos comidas estranhas, etc.
Mais Catrinas.
Só não bebemos álcool, pois no México é proibido beber nas ruas (o pessoal tomava bebidas alcoólicas em squeezers para disfarçar). Ficamos o quanto pudemos, pois teríamos que voltar para o hotel, jantar e arrumar as malas para voar para Cancún bem cedinho no outro dia.
Quando saíamos da festa, encontramos Malévola.
O que aprendemos nesta viagem? Que há problemas crônicos que o México precisa resolver, como o sumiço de pessoas inexplicavelmente, o tráfico de drogas, a emigração ilegal, a pobreza, etc. Mas não podemos resumir um país inteiro somente em aspectos negativos. Há coisas bonitas para se ver e conhecer, principalmente a cultura e o povo, que são maravilhosos! Enfim, não devemos acreditar em tudo que ouvimos, temos que conhecer e tirar nossas próprias conclusões. É para isso a gente viaja, não é mesmo?
Um grande abraço do Me amarro em viajar.

Veja também a postagem:
RUÍNAS DE TEOTIHUACAN NO MÉXICO

3 comentários:

  1. Olá, Rose!
    Amei suas fotos!
    Eu e meu marido estamos de viagem marcada p/ o México (Ciudad de México e Cancún) p/ dia 17/12. Vc teria alguma dica ou conselho p/ nos dar? Por exemplo, comidas, lugares, valores, segurança da cidade, etc e tal.
    Fizemos pesquisa pela internet, mas sabe como é, nada como alguém q esteve lá, vc ñ acha? rsrs ;)
    Vi q vc esteve na Colômbia. Nós tb já fomos p/ lá. Fiquei encantada, principalmente com as frutas e comidas típicas. Nunca esquecei do sabor das "arepas de maiz" e das "obleas".
    XOXO carinhoso!
    Cilene Macedo
    http://ca-macedo.blogspot.com.br/
    https://www.facebook.com/cam.macedo

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  2. Olá Cilene, obrigado por ter gostado da postagem.
    Você vai adorar conhecer Ciudad de México e Cancún. Fique tranquila com relação à segurança, pois há praticamente um policial a cada esquina nas duas cidades que você vai visitar. Nos sentimos muito seguros lá.
    Quanto aos preços de comida e transporte achamos ótimos, os preços são bastante equiparados com os nossos. Não deixe de provar as quesadillas, as tortilhas de carne e os tacos. Só tome cuidado em pedir a pimenta separada.
    Já em Cancún, as coisas são mais caras pela quantidade de turistas americanos que a visitam, é tudo mais dolarizado. Por exemplo, os parques variam entre USD 89,00 até USD 159,00. Mas no geral, os preços não são impossíveis de pagar.
    Sugiro que você inclua alguma noite em Playa del Carmen, que na nossa opinião foi muito melhor que Cancún.

    Bem, qualquer dúvida é só perguntar!

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  3. Hummmm... Vlw a dica, ou melhor, as dicas. Fiquei mais tranquila em relação à segurança.
    Playa del Carmen, acabamos de incluir-la no roteiro. ;)
    Na volta conto como foi.
    Gracias y Hasta pronto!

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