quarta-feira

SALAR DE UYUNI-SEGUNDO DIA


Hostel de sal em que passamos a noite.
Acordamos moídos depois da terrível noite que tivemos tentando achar uma posição confortável dentro um saco de dormir, sem falar do frio intenso que fez durante a madrugada e do barulho do vento. Definitivamente, esse passeio não é para gente fresca!!!!! Se você é daqueles que gosta de viajar com um mínimo de conforto, DESISTA!!!
Vulcão Ollague.
Mas há várias compensações para quem decide ir para o deserto, e uma delas é a BELEZA DO LUGAR!!! Nunca estivemos em lugares de belezas naturais tão impactantes. Depois do café da manhã no hostel (café, chá, arepas, manteiga, geleia, ovos e queijo), arrumamos nossas mochilas e saímos para o frio novamente.
Ah, esquecemos de falar no post anterior. A DICA É NÃO LEVAR MALA PARA UYUNI, pois fica muito difícil carregá-la. Nós deixamos nossas malas no hostel em La Paz e selecionamos somente os itens necessários para a viagem e os colocamos nas nossas mochilas (cada um levou uma mochila simples e foi o suficiente). Não tenha medo, é uma prática muito comum as pessoas deixarem bagagens extras nos hostels.
A ordem das paradas varia de acordo com o motorista/guia. Nosso grupo fez a primeira parada próxima ao Vulcão Ollague, e aproveitamos para brincar na linha do trem que faz o trajeto Bolívia-Chile. Não se engane com o sol nas fotos,  na época em que fomos (junho/julho) venta muito e faz muito frio também. Passe muito protetor solar.
Durante a expedição, costumávamos brincar que esse passeio deveria se chamar "sofrimento e contemplação". Sofrimento devido ao frio intenso que passamos e noites mal dormidas; contemplação devido às belezas de tirar o fôlego do local.
Formações vulcânicas "varridas" e esculpidas pelo vento.
Nos dirigimos para a Reserva Nacional da Fauna Andina Eduardo Alvaroa, onde ficam localizadas as famosas lagoas do altiplano andino. O visitante paga 150 bolivianos para entrar e deve manter consigo o ticket de entrada durante o resto da viagem. Há postos de controle. 
Outro vulcão. A região é cheia deles.
Paramos muitas vezes durante o dia para fotografias. Nosso motorista/guia era bastante paciente e nos dava bastante tempo em cada parada. DICA: é muito interessante que o grupo negocie com o seu motorista os tempos das paradas. Quando achávamos que o local não tinha muitos atrativos, seguíamos viagem e passávamos mais tempo em outro local mais interessante.
Essas são vicuñas, muito parecidas com as llamas.
Laguna Cañapa.
A primeira lagoa que paramos para fotografar, foi a Laguna Cañapa. Estava tão frio que ao redor dela havia  uma camada de gelo (a parte branca) . Ficamos encantados e tivemos bastante tempo para contemplação. Acho que estou ficando meio repetitiva, mas a beleza era realmente de tirar o fôlego.
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Vídeo da Laguna Cañapa.
A aridez do deserto ao redor de uma lagoa cheia de flamingos, um grande contraste. 
Gelo no chão.
Laguna Cañapa.
Nesta parte do altiplano há várias lagoas muito próximas umas das outras: a Cañapa, a Hedionda, a Honda, a Chiarcota e a Ramaditas. Vai depender do motorista a escolha das paradas. Paramos na Cañapa e na Honda para fotografar e na Hedionda para almoçar.
Laguna Hedionda, um mal cheiro terrível!!!
Vicuñas atravessando a pista.
Palha (paja) e plantinhas rasteiras ao redor da Laguna Hedionda.
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Vídeo da Laguna Hedionda.
Hedionda pelo mal cheiro, mas maravilhosa pela beleza.
Hedionda em espanhol significa mal-cheirosa, fedorenta. A lagoa cheira muito mal por causa do enxofre que vem do vulcão, mas é tão bonita e cheia de flamingos, que a gente até esquece do cheiro que exala. Ficamos à vontade, enquanto Don Gregório (nosso motorista/guia) organizava nosso almoço, que foi preparado no hostel em que passamos a noite anterior. 
Centenas de flamingos e gelo.

Don Gregório, nosso motorista/guia organizando nosso almoço.
Almoçamos em um hostal muito aconchegante em frente à Laguna Hedionda. O menu foi frango cozido, salada de legumes, arroz e batatas. A comida estava fria, assim como todos nós (risos), mas bem temperada. De sobremesa, umas maçãs docinhas e chocolates. Definitivamente, não se passa fome no deserto. Pelo menos com essa agência (Andes Salt Expeditions).
Mapa do deserto. 
Laguna Honda (profunda).
 Depois seguimos para a Laguna Honda, mas ventava tanto que era quase impossível ficar em pé. Somente Adilson teve coragem de descer e as fotografias eu fiz da janela do carro. Até que ficaram boas.
 Laguna Honda, linda não?
Depois da Laguna Honda entramos no deserto de Siloli. São quilômetros e quilômetros de areia, poeira e pedras açoitadas pelo vento mais forte que já vimos em nossas vidas. Esse deserto é considerado um dos mais áridos do mundo. Alguns acreditam que o deserto de Siloli é uma prolongação do deserto do Atacama (Chile), que não fica longe.
 Deserto de Siloli.
Poeira até dentro do carro!!!!
 Era tanta poeira trazida pelo vento que até dentro do carro era difícil respirar. Tomávamos goles e goles de água para tentar parar de tossir. A brincadeira sobre sofrimento e contemplação se justificou mais uma vez nesta parte do passeio. Enfim chegamos à tão famosa Árvore de Pedra.
 Árvore de Pedra.
A árvore de pedra é uma formação rochosa que tem esse formato devido à erosão causada pelos fortes ventos no deserto de Siloli. Don Gregório nos disse que geólogos afirmam que ela cairá dentro de no máximo dez anos, o que será uma pena, mas é a força da natureza se impondo.
  Não conseguimos passar nem cinco minutos naquele vento absurdo, só o tempo necessário para fotos. Ninguém aguentava mais que isso.

 O vento esculpindo as rochas.
Da árvore de pedra seguimos em direção à Laguna colorada, mas chegando lá tivemos uma grande decepção. Por causa dos ventos, a lagoa tinha mudado completamente de cor, não estava vermelha. A cor era mais parecida com lama.
 Laguna colorada. Decepção total!!!

Nem se parecia o mesmo local das fotos maravilhosas que vemos pela internet. Ficamos muito tristes e decepcionados. É tão ruim quando a gente cria expectativas, mas fazer o que? É a vontade da natureza.
 Depois da decepção na Laguna Colorada, viajamos por um longo tempo até encontrar nosso Hostel (Los Andes Hostel). Esse tinha uma melhor infraestrutura que o da primeira noite, mas não tinha banho quente. Como a energia elétrica vem por meio de geradores, é tudo muito controlado. Por isso é necessário levar lanternas, pois às 22h se apaga tudo.
 Diferentemente do hostel da primeira noite, que tinham quartos matrimoniais, neste hostel o quarto era coletivo com seis camas para manter cada grupo junto. Fizemos hora conversando até a hora do jantar.
 
 Adoramos, principalmente porque tinha um "comedor" (refeitório) coletivo, onde tivemos um jantar excelente regado à vinho produzido na Bolívia e um aquecedor para aliviar o frio.


 Grupo unido, música, jantar delicioso e excelente vinho. Nos divertimos muito, brincamos e dançamos até a hora de desligarem o gerador. O pior foi dormir sem banho depois de tanta poeira, mas quem vai para o deserto tem que passar por isso, faz parte (risos).

FIM DO SEGUNDO DIA.

Não custa nada repetir nesta postagem também:

O QUE LEVAR PARA UYUNI:
- ROUPA DE FRIO INTENSO
- GORRO QUE CUBRA AS ORELHAS
- ROUPAS DE LÃ
- MEIAS DE LÃ
- LUVAS
- SACO DE DORMIR
- PROTETOR SOLAR
- ÓCULOS DE SOL
- MEDICAMENTOS
- TOALHA E ITENS DE HIGIENE PESSOAL
- TRAJE DE BANHO PARA BANHO NAS ÁGUAS TERMAIS
- LANTERNA
- PAPEL HIGIÊNICO

- ÁGUA PARA OS TRÊS DIAS
-LANCHES E CHOCOLATES

-LENÇOS UMEDECIDOS


Veja também clicando no link abaixo.
SALAR DO UYUNI - PRIMEIRO DIA
SALAR DO UYUNI - TERCEIRO E ÚLTIMO DIA

2 comentários:

  1. Ana Clara16:42

    As dicas do que levar para Uyuni são ótimas!!!! Vou em Janeiro e não imaginava que tinha que levar lanterna e nem papel higiênico. Obrigada

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  2. Fran14:17

    Existe a possibilidade dessa agência que vocês contrataram oferecer comida vegetariana neste passeio?

    Obrigada

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